A partir de janeiro de 2027, os portuenses poderão viajar por toda a área metropolitana do Porto de graça. A Assembleia Municipal do Porto aprovou a proposta de gratuitidade dos transportes públicos, uma medida que custará 20 milhões e meio de euros à autarquia.
Ainda que a proposta tenha prazo de execução até janeiro, o executivo pretende antecipar a entrada em funcionamento da medida para este verão. Apenas o Chega votou contra, enquanto a CDU e o grupo municipal “Filipe Araújo: Fazer à Porto” se abstiveram. Aprovada em reunião da Assembleia Municipal esta segunda-feira, 4, espera ainda o visto prévio do Tribunal de Contas (TdC).
A gratuitidade dos transportes públicos foi uma promessa do atual presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, durante a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 2025. O autarca ambiciona que “a médio prazo haja uma mudança de paradigma na mobilidade na cidade”, para que os residentes passem a optar pelos transportes públicos em detrimento do carro. Reconhece, ainda assim, que “isso não se faz de um ano para o outro”.
Para usufruir da isenção, os residentes do município devem ter o cartão Porto, ao qual será associado um título tarifário integrado. Desse modo, quem já tem esse cartão, passa das 22 viagens anuais gratuitas para a gratuitidade total.
Pedro Duarte espera que a medida tenha impacto económico, ambiental e social. No futuro, a aposta teria “uma eficácia superior se fosse assumida pelos vários municípios da Área Metropolitana do Porto”, reconhecendo a necessidade de “melhorar o serviço de transporte coletivo”.