Os grandes vencedores do ‘Got Talent Portugal’, da RTP1, os FreeAcro Souls, abriram o jogo após a final e revelaram, em exclusivo ao 24Horas, os segredos da atuação que conquistou o público, com um destaque especial para o momento mais inesperado da noite: a entrada do cão em palco.
O casal Luís e Inês Martins, de 45 e 37 anos respetivamente, explica que a participação no programa surgiu não só como um desafio, mas como uma oportunidade de dar a conhecer o acroyoga com uma identidade própria. “Já há muitos anos que nos diziam que devíamos ir, porque era algo diferente”, partilharam, sublinhando que a experiência acabou por ser “muito gratificante”, sobretudo pelo feedback positivo ao longo das galas.
Mas foi na final que guardaram o seu maior trunfo. Ao som de ‘Never Enough’, protagonizaram uma coreografia emotiva que culminou com a entrada do seu cão, um momento que surpreendeu tudo e todos.
Segundo os artistas, a ligação com os animais surgiu de forma totalmente natural e acabou por moldar o seu percurso. “Foi devido aos nossos cãezinhos que nos tornámos artistas”, revelaram. Durante passeios habituais entre Gaia e a Ribeira, começaram a praticar e a improvisar performances, muitas vezes perante músicos de rua e transeuntes curiosos.
“Eles começavam a vir para cima de nós porque viam-nos a brincar. Para eles isto era uma brincadeira”, explicaram, acrescentando que o entusiasmo dos cães acabou por integrar-se organicamente nas atuações. Atualmente, já contam com vários animais treinados, sendo o que entrou na final é “o mais atlético e o mais artista”.
A decisão de incluir o cão apenas na última atuação não foi por acaso. A dupla assumiu que guardou esse momento como surpresa estratégica: “Sabíamos que tinha um impacto muito grande e que tornava tudo ainda mais emocionante”. Apesar de o animal já estar habituado a atuar, houve um risco adicional, já que a música teve de ser adaptada ao contexto televisivo.
Para o futuro, os FreeAcro Souls pretendem investir o prémio de 10 mil euros no desenvolvimento dos seus espetáculos. Entre os planos está a criação de uma plataforma giratória própria e a aquisição de novos materiais de treino, como colchões, cordas e equipamentos de segurança que permitam arriscar mais nas performances.