A CONMEBOL decidiu cancelar oficialmente a partida entre Flamengo e Independiente Medellín, válida para a fase de grupos da Copa Libertadores, após os graves episódios de violência registados no Estádio Atanasio Girardot, na Colômbia.
O encontro foi interrompido ainda antes dos três minutos, depois de adeptos colombianos lançarem bombas, sinalizadores e objetos para dentro do relvado. Houve ainda invasão de campo, destruição de grades de proteção e princípio de incêndio numa das bancadas.
A confusão começou como um protesto de claques do Independiente Medellín contra a má fase da equipa e a direcção do clube. Mesmo após mais de uma hora de espera, as autoridades locais não conseguiram garantir segurança para atletas, equipas técnicas, árbitros e adeptos visitantes.
Com o cancelamento confirmado, a tendência agora é que a CONMEBOL atribua a vitória por 3-0 ao Flamengo, aplicando o regulamento disciplinar da competição. O código da entidade prevê derrota por falta de comparência ao clube mandante quando há falha na garantia de segurança da partida.
O diretor de futebol do Flamengo, o português José Boto, afirmou que o regulamento “é claro” e defendeu os três pontos para a equipa carioca. Segundo o dirigente, o próprio presidente do clube colombiano admitiu que não existiam condições de segurança dentro nem fora do estádio.
A delegação rubro-negra deixou o estádio escoltada pela Polícia e seguiu diretamente para o aeroporto. O Flamengo mantém a programação normal e viaja para Porto Alegre, onde enfrenta o Grémio no próximo domingo para o Brasileirão.