A visita do Papa Leão XIV a Angola, agendada para entre 18 e 21 de abril, está a mobilizar o país e a gerar elevada expectativa entre fiéis e autoridades, num momento considerado histórico para a Igreja Católica angolana e para a afirmação espiritual e institucional do país.
A deslocação integra uma viagem apostólica mais ampla ao continente africano e inclui várias etapas em território angolano, com destaque para Luanda, o Santuário de Nossa Senhora da Muxima e a província da Lunda-Sul.
O programa prevê encontros institucionais com o Presidente João Lourenço, bem como reuniões com autoridades, sociedade civil e líderes religiosos. Está igualmente marcada a celebração de uma missa na centralidade do Kilamba e momentos de contacto direto com os fiéis.

Um dos pontos altos será a visita ao Santuário da Muxima, principal centro de peregrinação mariana da África Subsaariana, onde o Papa deverá rezar o terço com milhares de crentes. O local tem sido alvo de intensas obras de requalificação e preparação para acolher o evento, refletindo a dimensão logística e simbólica da visita.
A deslocação inclui ainda uma passagem por Saurimo, onde está prevista a celebração de uma missa e a visita a um centro de acolhimento de idosos, reforçando a dimensão social e pastoral da agenda papal.
A nível político, o Governo angolano tem acompanhado de perto os preparativos, com reuniões coordenadas pelo chefe de Estado para garantir uma receção condigna ao líder da Igreja Católica.
Mais do que um evento religioso, a visita é vista como uma oportunidade para promover a reconciliação, a paz e a unidade nacional, além de potenciar o turismo religioso e projetar internacionalmente Angola. Para muitos fiéis, trata-se de um momento de renovação espiritual e de afirmação da fé num país com forte tradição católica.