Devin Gerald Nunes, de 52 anos, congressista eleito pela Califórnia durante duas décadas, presidiu à Comissão dos Serviços Secretos na Câmara dos Representantes e desempenhou um papel considerado “decisivo” para travar o processo para destituir o Presidente durante o primeiro mandato. Trump, reconhecido, colocou-o à frente da sua empresa Trump Media and Technology. Agora, despediu-o.
Há um ano, quando Trump chegou pela segunda vez à Casa Branca, Nunes foi um dos nomes que circularam com insistência para diretor da CIA, mas o Donald preferiu indicá-lo para liderar o poderoso Conselho Consultivo dos Serviços Secretos da Casa Branca, uma das estruturas que mais acesso tem à informação classificada nos Estados Unidos. Aparentemente, Devin continua na liderança da ‘inteligência’, da Administração Trump.
Filho de açorianos que emigraram para a Califórnia, Nunes sempre cultivou uma especial relação com nosso país, que visita com regularidade. Tem duas paixões bem portuguesas – o vinho e o futebol. É produtor de vinhos na Califórnia – com vinhedos que se estendem do topo das montanhas de Paso Robles aos vales do Pacífico – e orgulha-se dos vinhos produzidos com castas e segundo as tradições portuguesas.
O negócio do vinho obriga-o a viajar com frequência para Portugal. A par dos Açores, terra das suas raízes, o Douro é um dos locais que visita com regularidade. Aproveita as estadas para contatar com alguns enólogos portugueses, com quem se gosta de aconselhar.