A Justiça decretou a prisão preventiva de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, que vão continuar detidos, apesar de uma decisão anterior que abria caminho para a sua libertação.
Os artistas estavam presos no âmbito de uma investigação que apura um alegado esquema de lavagem de dinheiro envolvendo dezenas de suspeitos. A detenção inicial era de carácter temporário, com prazo definido, e já se aproximava do limite legal, o que levou a defesa a pedir a soltura.
O Superior Tribunal de Justiça chegou a conceder habeas corpus, entendendo que havia fundamentos para o fim da prisão temporária. Na prática, a decisão indicava que os investigados poderiam deixar a cadeia.
No entanto, antes do cumprimento da ordem de libertação, as autoridades avançaram com um novo pedido, desta vez para converter a medida em prisão preventiva. O argumento central foi o risco de continuidade das atividades ilícitas e a possibilidade de interferência nas investigações.
A Justiça aceitou o pedido e determinou a nova forma de detenção, que não tem prazo definido. Com isso, a libertação foi travada e os envolvidos permanecem presos.
O caso ilustra uma reviravolta jurídica comum em processos complexos, em que decisões podem ser rapidamente substituídas por novas medidas, desde que existam fundamentos considerados suficientes pelas autoridades judiciais.