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  • “O 25 de Abril é muito mal explicado aos miúdos”, Manuel Freire
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O jornalista Francisco Newton Quezado Cavalcante, mais conhecido por Lúcio Brasileiro, morreu na noite desta quinta-feira, 23, aos 87 anos. Estava hospitalizado desde o dia 11 em Lisboa, devido a uma queda.

O locutor de rádio brasileiro estava em Portugal devido a uma viajem por vários países e seguiria depois para França e Espanha. As complicações que sofreu após a queda impediram que retomasse a viagem.

Reconhecido como uma figura incontornável do jornalismo brasileiro, completou, em 2025, 70 anos de carreira. Tornava-se, assim, o jornalista diário mais antigo do mundo, com uma carreira que iniciou aos 16 anos no jornal Gazeta de Notícias.

Ao longo do percurso, destacou-se no jornalismo social e político, com particular foco no estado onde nasceu, o Ceará. Passou por órgãos como o Correio do Ceará, os Diários Associados e, por último, O POVO. Além da imprensa, teve presença nas emissoras de rádio Verdes Mares, Rádio Clube, Iracema e Calypso FM, bem como em estações televisivas como Uirapuru, Educativa e Jangadeiro. Alcançou, ainda, a publicação de cinco livros.

A presidente do jornal O POVO, no qual Lúcio Brasileiro era colunista, escreveu que o jornalista é o “símbolo de uma geração, testemunha das grandes mudanças que a sociedade cearense [estado brasileiro do Ceará] passou”.

Na imprensa brasileira lê-se ainda que “mais do que registar acontecimentos, ajudou a construir a memória social do Estado, conectando personagens, épocas e transformações ao longo de gerações”.

Em 2012, Lúcio Brasileiro foi galardoado com a mais alta comenda do Estado, a Medalha da Abolição, uma distinção que procura celebrar as personalidades com contribuições importantes para o Ceará.

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