A madrugada deste domingo, dia 26, ficou marcada por momentos de alta tensão durante o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, após relatos de disparos nas imediações do hotel onde decorria o evento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de 79 anos, e a primeira-dama, Melania (56), foram retirados de forma imediata pelo Serviço Secreto, numa operação que abrangeu também várias figuras de topo da administração, entre elas o vice-presidente, JD Vance, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, e o líder da Câmara dos Representantes, Mike Johnson.
De acordo com testemunhos no local, agentes de segurança entraram rapidamente na sala e conduziram Trump para uma zona protegida, enquanto cerca de duas mil pessoas, entre políticos e jornalistas, procuravam abrigo debaixo das mesas. O suspeito terá ultrapassado uma primeira barreira de segurança, mas acabou neutralizado poucos segundos depois, ainda fora da sala principal.
Durante o incidente, registaram-se pelo menos seis disparos. Um agente do Serviço Secreto ficou ferido, embora sem gravidade, tendo sido atingido enquanto usava colete balístico. “Foi baleado à queima-roupa com uma arma muito potente, e o colete fez o seu trabalho”, afirmou Trump, mais tarde.
As autoridades identificaram o suspeito como Cole Thomas Allen, de 31 anos, natural da Califórnia. Segundo informações oficiais, o homem terá agido sozinho. O chefe interino da Polícia de Washington, Jeffery Carroll, indicou que o indivíduo seria, ao que tudo indica, hóspede do hotel, embora o alvo do ataque permaneça por esclarecer.
Em conferência de imprensa, Trump descreveu o detido como um “potencial assassino” e um “lobo solitário”, acrescentando que transportava várias armas no momento da detenção. Também a presidente da câmara de Washington, Muriel Bowser, reforçou que “não há indícios de envolvimento de mais pessoas” e que não existe, para já, perigo para o público.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Jeanine Pirro, revelou que o suspeito vai comparecer em tribunal esta segunda-feira, dia 27, e deverá enfrentar duas acusações: uso de arma de fogo durante um crime violento e de agressão de um agente federal com uma arma perigosa.
O evento acabou por ser evacuado e posteriormente adiado. Apesar de ter elogiado a resposta das forças de segurança, Trump considerou que o Washington Hilton “não é um edifício particularmente seguro”, recordando que foi precisamente em frente a este hotel que o ex-presidente Ronald Reagan foi alvo de uma tentativa de assassínio em 1981.
As investigações prosseguem para apurar as motivações do ataque, num episódio já descrito como um dos mais graves ocorridos em eventos desta natureza nos Estados Unidos.