Um homem armado com pistolas e facas irrompeu pelo átrio do hotel Washington Hilton, em Washington, na noite de sábado, dia 25, durante o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, correndo em direção à sala onde se encontravam o presidente dos EUA, Donald Trump, de 79 anos, e vários membros da administração norte-americana.
Trump foi retirado rapidamente, pelo Serviço Secreto, do palco do evento, ileso. Melania Trump, que faz este domingo 56 anos, e todos os membros do governo presentes também saíram sem ferimentos. Os sons que pareciam tiros foram ouvidos pouco depois das 20:30 locais (01:30 de domingo em Lisboa), e vários convidados foram vistos a fugir da sala onde se encontravam centenas de jornalistas, políticos e outras figuras públicas.
O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, 31 anos, natural de Torrance, na Califórnia. Em conferência de imprensa realizada já na Casa Branca, Trump descreveu o atacante como um “lobo solitário” e afirmou que foi “derrubado por membros muito corajosos dos Serviços Secretos”. Um agente foi atingido, mas estava a usar colete à prova de bala. “O colete fez o seu trabalho”, esclareceu o presidente.
Allen deverá ser acusado de uso de arma de fogo durante a prática de um crime e agressão a agentes federais com arma perigosa. O suspeito foi levado para um hospital local para avaliação e não terá sido atingido por disparos.
É a terceira vez desde 2024 que Trump enfrenta uma ameaça direta de um atacante na sua proximidade imediata, incluindo a tentativa de assassínio em Butler, na Pensilvânia.
O Washington Hilton não é novo neste tipo de incidentes: foi precisamente à saída deste hotel que Ronald Reagan foi baleado por John Hinckley Jr. em 1981.