A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um alerta internacional e está a tentar localizar mais de 80 passageiros de um voo entre a ilha de Santa Helena e Joanesburgo, depois de uma das vítimas mortais de um surto de hantavírus ter viajado nesse trajeto já com sintomas.
A mulher, uma turista neerlandesa de 69 anos, tinha desembarcado de um cruzeiro no Atlântico Sul com sintomas gastrointestinais e foi evacuada para a África do Sul, onde acabou por morrer a 26 de abril. O seu marido, também passageiro do mesmo navio, já tinha falecido dias antes, elevando para três o número de vítimas associadas ao surto detetado no cruzeiro MV Hondius.
Perante o risco de contágio, a OMS iniciou operações de rastreamento para identificar e contactar todos os passageiros que partilharam o voo com a vítima, procurando avaliar eventuais cadeias de transmissão. Ainda assim, a organização sublinha que a transmissão entre humanos é rara e exige contacto próximo e prolongado.
Até ao momento, foram identificados sete casos ligados ao surto, incluindo três mortes, um doente em estado grave e vários casos suspeitos. As autoridades de saúde admitem que a infeção possa ter ocorrido em terra, antes do embarque na Argentina, estando em curso investigações epidemiológicas para apurar a origem exata do foco.
O caso está a mobilizar autoridades internacionais e levanta preocupações acrescidas sobre a gestão de surtos em ambientes fechados e com elevada mobilidade, como cruzeiros e transporte aéreo.
Hantavirus latest: The UN World Health Organization (WHO) says human-to-human transmission aboard cruise ship in Atlantic Ocean cannot be ruled out, although it is rare. Seven of 147 passengers and crew have fallen ill and three have died. https://t.co/mY3ZwGQGsW pic.twitter.com/VhCVHzAvk6
— UN News (@UN_News_Centre) May 5, 2026