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  • “Calça de ganga é mais a minha cara”, Rui Borges
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Portugal atinge já esta quinta-feira, dia 7, o chamado ‘Dia da Sobrecarga’ – a data em que esgota os recursos naturais disponíveis para todo o ano e passa a consumir “a crédito”. Os dados foram divulgados pela organização internacional, Global Footprint Network.

Apesar de ocorrer dois dias mais tarde do que em 2025, quando a marca foi atingida a 5 de maio, a melhoria é considerada ligeira. A associação ambientalista Zero destaca essa estabilização, mas sublinha que o País continua a viver acima da sua capacidade ecológica.

Na prática, isto significa que, em pouco mais de quatro meses, Portugal já consumiu todos os recursos que os ecossistemas conseguem regenerar ao longo de um ano. Se toda a população mundial tivesse o mesmo padrão de consumo médio dos portugueses, seriam necessários cerca de 2,9 planetas para sustentar essas necessidades.

A partir desta data, o País entra em défice ambiental, recorrendo a recursos que só deveriam ser utilizados a partir de 1 de janeiro do próximo ano. Segundo a associação Zero, Portugal mantém há décadas um desequilíbrio estrutural entre aquilo que consome e aquilo que o seu território consegue produzir ou regenerar.

A data de 7 de maio repete os valores registados em 2022 e 2023. Em 2024, o limite tinha sido alcançado mais tarde, a 28 de maio, mas voltou a recuar em 2025, fixando-se nos primeiros dias do mês.

No contexto europeu, Portugal situa-se próximo da média da União Europeia, cujo ‘Dia da Sobrecarga’ ocorreu este ano, no domingo, dia 3. Ainda assim, há diferenças significativas entre países. O Luxemburgo esgotou os seus recursos logo a 17 de fevereiro, sendo ultrapassado apenas pelo Qatar, que atingiu esse limite a 4 de fevereiro. No extremo oposto, as Honduras só entram em défice ambiental a 27 de novembro.

Entre os países com maior consumo estão Canadá, Estados Unidos e Dinamarca, que esgotaram os seus recursos em março, enquanto Áustria, França e Croácia atingiram o limite em abril. Já a Alemanha, a China, o Reino Unido, a Grécia e Espanha apresentam desempenhos mais sustentáveis, com datas mais tardias, a 4 de junho. O Brasil, por sua vez, só atinge esse ponto a 14 de agosto.

De acordo com a Zero, o atual modelo de produção e consumo, especialmente nas áreas da alimentação e da mobilidade, é um dos principais responsáveis por este desequilíbrio. Para reduzir a pressão ambiental, a associação defende medidas como o reforço da agricultura sustentável, a promoção do consumo de proteína vegetal, a aposta no transporte público e menos poluente, bem como o incentivo ao teletrabalho.

Ao nível individual, recomenda-se a redução do consumo de carne, a escolha de meios de transporte mais sustentáveis e a adoção de hábitos de consumo mais circulares, evitando o desperdício e o modelo de “usar e deitar fora”.

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