O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, garantiu que não tenciona abandonar o cargo após o Partido Trabalhista ter sofrido pesadas derrotas nas eleições locais e regionais realizadas esta semana no Reino Unido. O resultado expõe uma profunda insatisfação popular com o governo, apenas dois anos depois de uma vitória histórica nas legislativas de 2024.
O principal beneficiário foi o Reform UK, partido da direita liderado por Nigel Farage, que conquistou centenas de lugares em câmaras municipais em zonas operárias do norte de Inglaterra, em áreas que eram há décadas redutos sólidos do Labour. No País de Gales, os trabalhistas perderam o poder pela primeira vez, com o Plaid Cymru a vencer e o Reform a ficar em segundo lugar.
Dentro do próprio partido, as vozes críticas multiplicam-se. A deputada Louise Haigh afirmou que Starmer “não pode liderar-nos para outra eleição” sem mudança urgente, enquanto o deputado Connor Naismith pediu abertamente uma nova liderança.
O mandato de Starmer tem sido marcado por sucessivas reversões políticas e pela polémica nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos, demitido nove meses depois devido às suas ligações ao condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein.