Pelo menos 19 pessoas morreram e 38 ficaram feridas, entre as quais cinco crianças, na sequência de um ataque com explosivos numa autoestrada na região de Cauca, no oeste da Colômbia, este sábado, dia 25.
Segundo as autoridades, o atentado terá sido perpetrado por dissidentes das FARC, grupo guerrilheiro que assinou um acordo de paz em 2016, mas do qual algumas fações se mantêm ativas.
O governador de Cauca, Octavio Guzmán, alertou para a gravidade da situação, afirmando que o ataque integra uma série de ações violentas registadas na região no mesmo dia. “Cauca não pode continuar sozinho a enfrentar esta barbárie. Estamos perante uma escalada terrorista que exige respostas imediatas”, escreveu na rede social X, exigindo “uma ação firme, sustentada e eficaz do Governo nacional”.
Também a candidata presidencial Paloma Valencia, do partido Centro Democrático, classificou o ataque como um ato de “terrorismo”, apontando responsabilidades a uma fação dissidente das FARC. “O Governo do Presidente Gustavo Petro não pode continuar a minimizar a violência nem a desmantelar o Estado”, afirmou, defendendo “ação imediata” e maior apoio às forças de segurança.
O Presidente colombiano, Gustavo Petro, reagiu também ao ataque, classificando os responsáveis como “terroristas, fascistas e traficantes de droga”. Numa mensagem publicada na mesma rede social, acusou-os de procurarem desestabilizar o país: “Eles querem a extrema-direita a governar a Colômbia, porque sabem que assim conseguem manter os seus negócios ilícitos de cocaína.”
Petro, antigo membro da guerrilha urbana M-19, tem seguido uma política de “paz total”, baseada em negociações e cessar-fogos com vários grupos armados, estratégia que tem sido alvo de críticas face à persistência da violência em regiões como Cauca.
O chefe de Estado garantiu ainda que pretende mobilizar “os melhores soldados” para combater “este grupo de narcoterroristas”, numa altura em que a segurança interna continua a ser um dos principais desafios do país.