Uma mulher brasileira e a sua filha, de 11 anos, morreram na sequência de um bombardeamento no sul do Líbano, num episódio que volta a evidenciar a escalada de violência na região. A confirmação foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que acompanha o caso através da embaixada em Beirute.
De acordo com as informações oficiais, o ataque atingiu a habitação onde a família se encontrava, na cidade de Bint Jbeil, uma das áreas mais afetadas pelos confrontos recentes. No momento da ofensiva, estavam no interior da residência a mãe, a criança e o pai, de nacionalidade libanesa, que também não resistiu aos ferimentos provocados pelo impacto.
Um segundo filho do casal, igualmente brasileiro, sobreviveu ao ataque, mas sofreu ferimentos e foi encaminhado para uma unidade hospitalar da região, onde permanece sob cuidados médicos. Até ao momento, não foram divulgados detalhes sobre o seu estado de saúde.
O governo de Lula já manifestou pesar pela morte das duas cidadãs e condenou a intensificação dos ataques na região, sublinhando que a violência tem atingido civis de forma recorrente. A representação diplomática do Brasil no país está a prestar apoio consular à família, nomeadamente no acompanhamento do sobrevivente e nos procedimentos relacionados com a situação das vítimas.
Em nota, o ministério afirmou: “Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.”
Nas últimas semanas, recorde-se, o sul do Líbano tem sido palco de confrontos frequentes, com trocas de ataques que têm provocado vítimas civis e destruição de infraestruturas. Apesar de anúncios de tréguas e tentativas de estabilização, os episódios de violência continuam a repetir-se, aumentando a preocupação da comunidade internacional quanto a uma possível escalada ainda mais grave no conflito.