Após o PSD e o Chega terem assinado um entendimento de incidência governamental em Cascais, os dois vereadores socialistas que integravam o executivo liderado por Nuno Piteira Lopes no âmbito de um acordo subscrito por PSD e PS na sequência das eleições de Outubro passado, resolveram bater com a porta e entregar os pelouros que detinham no governo daquela autarquia.
A decisão, que os próprios socialistas justificam por “uma questão de principio” resulta de uma diretiva informal do Largo do Rato, que defende que o PS não deve integrar executivos municipais em que o Chega detenha pelouros, foi acolhida com surpresa pelos social-democratas que invocam o acordo assinado, entre PSD e PS, em Outubro passado, e que, na opinião de fontes ouvidas pelo 24Horas, admitia o alargamento da governação de Cascais a outras forças políticas: “Basta ler o ponto 9 do acordo, onde é bem explícito que o mesmo não possuía carácter ‘excludente’, ou seja que podia ser estendido a outras forças”, referem.
Com a saída dos dois vereadores socialistas do executivo cascaense, o Chega passará a assumir pelouros, sendo que João Rodrigues dos Santos ficará com áreas do Desporto e da Transparência, enquanto Pedro Teodoro dos Santos, que ficará a meio termo, integrará Comissão de Acompanhamento e Fiscalização das Águas de Cascais.
Recorde-se que ainda há alguns dias, foi tornado público pelo 24Horas que, presumivelmente na sequência de um momento controverso que protagonizou numa reunião de Câmara, António Castro Henriques, um dos dois vereadores eleitos pelo movimento Cascais Sempre, suspendeu o mandato.