O conflito no Médio Oriente trouxe vários impactos negativos, incluindo no setor da saúde. O Infarmed garante que existem dificuldades logísticas relacionadas com os custos dos combustíveis e energia, e algumas associações também já alertaram problemas na compra de consumíveis, como luvas e sacos.
Em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde explicou que está a acompanhar a situação geopolítica no Médio Oriente e garante que tudo, por enquanto, se mantém sob controlo. A situação está a ser vigiada em conjunto com as entidades nacionais do setor dos dispositivos médicos e do medicamento, além de entidades europeias, incluindo a Agência Europeia de Medicamentos.
O Infarmed determinou ainda que, face à situação atual, vai autorizar “com caráter prioritário quaisquer solicitações das empresas que visem alterar a origem da substância ativa ou o fabricante do produto final de qualquer medicamento, seja por alteração de fabricantes de outras origens ou eventualmente para que o mesmo possa ser também fabricado em Portugal”.
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) alertou esta quarta-feira, dia 22, para a dificuldade na compra de consumíveis, como luvas e sacos, devido à forte subida dos preços de matérias-primas causada pela guerra no Médio Oriente.
Apesar dos avisos, o Infarmed garante que ainda não foram registadas ruturas de abastecimento de medicamentos e dispositivos médicos. Contudo, a APIFARMA alertou para o risco de falhas pontuais devido a perturbações nas rotas de transporte aéreo e marítimo, especialmente para medicamentos que dependem de componentes fabricados no Oriente ou na Ásia.