O nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, surge associado a investigações que apuram um amplo esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As suspeitas envolvem ligações indirectas a operadores do esquema, responsável por descontos indevidos em benefícios de reformados e pensionistas.
No âmbito das averiguações e de informações discutidas em comissões parlamentares, surgiram referências a que Lulinha poderá ter recebido cerca de 25 milhões de reais (4 milhões de euros), além de pagamentos mensais aproximados de 300 mil reais (mais de 46 mil euros) valores descritos como uma espécie de “mesada”. Estes montantes constam de relatos e depoimentos ainda sob análise e não configuram, até ao momento, acusação formal.
Apesar de citado nas investigações e no debate político, Lulinha não é arguido nem alvo directo da Polícia Federal, e não existe, até agora, denúncia apresentada contra si na Justiça brasileira.
Paralelamente, ganhou relevo o facto de Lulinha ter passado a residir em Madrid, em Espanha. A mudança ocorreu recentemente e levantou questionamentos por parte da oposição, sobretudo pelo momento em que acontece, embora não exista qualquer decisão judicial que o impeça de viver fora do Brasil.
O presidente Lula pronunciou-se publicamente sobre o caso e afirmou que não haverá protecção a familiares, assegurando que, caso fique comprovado o envolvimento de qualquer um dos seus filhos nas fraudes do INSS, as investigações irão avançar “sem privilégios”.
As investigações seguem o seu curso, tanto no âmbito policial como parlamentar, e o caso permanece sem conclusões definitivas.

