A American Airlines concluiu o investimento na companhia aérea brasileira Azul, numa operação que resultou num aumento de capital de 512,8 milhões de reais (cerca de 85 milhões de euros). A operação foi formalizada após a empresa norte-americana exercer a totalidade dos direitos de subscrição de ações ordinárias que detinha na transportadora brasileira.
No âmbito da operação, a Azul emitiu cerca de 31,8 milhões de ações ordinárias para a American Airlines e outras 432,5 mil para os restantes investidores. Após a emissão, a companhia brasileira passou a ter aproximadamente 400,8 milhões de ações ordinárias em circulação.
O investimento provocou também alterações na administração da Azul. John Peter Rodgerson deixou os cargos de membro efetivo do Conselho de Administração e do Comité Estratégico, mas mantém-se como diretor-presidente da companhia. Jeff Ogar, executivo da American Airlines, assumiu os lugares deixados por Rodgerson nos dois órgãos.
A operação integra o processo de reestruturação financeira da Azul nos Estados Unidos, ao abrigo do mecanismo conhecido como Chapter 11. No início de outubro, o Conselho Administrativo de Defesa Económica (Cade) do Brasil aprovou o investimento de 100 milhões de dólares da American Airlines, que prevê uma participação minoritária de aproximadamente 8% no capital da transportadora brasileira.
O investimento reforça a relação entre as duas companhias aéreas, que mantêm operações em algumas das mesmas rotas entre o Brasil e os Estados Unidos. A aprovação do negócio pelo Cade ficou sujeita a medidas destinadas a proteger a concorrência e a limitar a partilha de informações comerciais sensíveis entre as empresas.

















