Mais de metade da população angolana tem acesso à eletricidade, face aos cerca de 43% anteriormente registados. O avanço foi destacado por João Lourenço no discurso sobre o Estado da Nação, num balanço dos investimentos na produção, no transporte e na distribuição de energia.

A capacidade instalada passou de 4.659 megawatts, em 2017, para 6.322 megawatts. O crescimento resulta da conclusão e do reforço de aproveitamentos hidroelétricos, da recuperação de infraestruturas e da expansão da produção solar.

Entre os projetos destacados estão os parques solares da Baía Farta e do Biópio, em Benguela, e os do Luena e do Saurimo, com uma capacidade conjunta de 340,9 megawatts.

A rede nacional conta com 5.860 quilómetros de linhas e 41 subestações. A previsão é alargar estas infraestruturas para cerca de 8.870 quilómetros e 56 subestações, integrando novas províncias e reduzindo as assimetrias regionais.

Na produção, o Executivo aponta para uma capacidade próxima de oito mil megawatts até ao final de 2027. Entre as obras em curso encontram-se a barragem de Caculo Cabaça e os parques solares de Malanje e Catete.

O reforço das ligações entre regiões é essencial para fazer chegar a energia dos centros produtores às zonas de consumo. A expansão da rede deverá acompanhar o aumento da capacidade instalada para que os investimentos beneficiem mais famílias e empresas.