O presidente da Associação do Futebol Argentino, Claudio “Chiqui” Tapia, foi formalmente colocado sob investigação por suspeitas de enriquecimento ilícito relacionado com as funções que exerce na CEAMSE, empresa pública responsável pela gestão de resíduos na região metropolitana de Buenos Aires. Segundo o Clarín, o procurador federal Gerardo Pollicita abriu o processo e pediu ao juiz Ariel Lijo as primeiras diligências, incluindo o levantamento dos sigilos bancário, fiscal e bolsista do dirigente.
A denúncia, apresentada pelo empresário Guillermo Tofoni, sustenta que o património de Tapia terá aumentado cerca de 1000% entre 2017 e 2024, sem correspondência nos rendimentos declarados. O Ministério Público quer dados bancários e tributários, registos de bens e informação sobre eventuais investimentos em criptomoedas.
Tapia preside à CEAMSE desde 2024 e integra a empresa desde 2014. A presidência da federação não é remunerada, mas o dirigente recebe rendimentos da CEAMSE e da Conmebol.
O caso aumenta a pressão judicial sobre o homem forte do futebol argentino, já arguido num processo por evasão fiscal ligado à AFA.

















