A Associação de Futebol Argentino (AFA) está no centro de uma investigação conduzida pelo FBI e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que investigam suspeitas de fraude bancária e branqueamento de capitais relacionadas com operações financeiras superiores a 300 milhões de dólares (cerca de 255 milhões de euros) realizadas através do sistema financeiro norte-americano.

Segundo o jornal argentino La Nación, a investigação incide sobre a gestão do presidente da AFA, Claudio 'Chiqui' Tapia, do tesoureiro Pablo Toviggino e sobre as operações da TourProdEnter LLC, empresa do empresário Javier Faroni responsável pela gestão de contratos comerciais internacionais da federação. As autoridades norte-americanas procuram esclarecer a origem, o destino e a legalidade dos fundos movimentados.

O caso soma-se a investigações já em curso na Argentina. A justiça do país apura se Tapia, Toviggino e outros dirigentes retiveram indevidamente impostos e contribuições para a Segurança Social. A AFA nega qualquer irregularidade e sustenta que o processo faz parte de uma disputa com o Governo de Javier Milei.

Paralelamente, outra investigação argentina analisa suspeitas de branqueamento de capitais envolvendo a empresa financeira Sur Finanzas e pessoas próximas da direção da AFA. O inquérito também inclui operações relacionadas com a TourProdEnter LLC, a mesma empresa que agora surge na investigação conduzida pelas autoridades dos Estados Unidos.