A Avenida Paulista, em São Paulo, recebeu este domingo, dia 11, uma manifestação de apoio à reeleição do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

A iniciativa, denominada 'Marcha pela Democracia', reuniu apoiantes, jovens, representantes políticos, artistas e comunidades de fãs, numa mobilização a menos de duas semanas da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para dia 25.

O ato foi convocado por movimentos sociais, entidades estudantis, partidos de esquerda e comunidades digitais de fãs. Segundo a imprensa local, a manifestação ocupou sete quarteirões da avenida. Lula participou na iniciativa, acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e por outras figuras políticas.

O encontro começou junto ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), com uma caminhada prevista até à Praça Roosevelt, no centro da cidade. .

Um dos aspetos que mais chamou a atenção foi a presença dos chamados fandoms, comunidades de admiradores de artistas que estão a utilizar as redes sociais para mobilizar pessoas em torno de uma causa política.

O que são os fandoms?

A palavra fandom resulta da combinação de fan (fã) com kingdom (reino), em inglês, e designa uma comunidade de admiradores de um artista, banda, série ou outra referência cultural. Estes grupos organizam campanhas digitais, partilham conteúdos e mobilizam seguidores através de plataformas como o Instagram, o X e o TikTok.

A iniciativa Fandoms com Lula reúne páginas de fãs de artistas nacionais e internacionais, incluindo Taylor Swift, Beyoncé, Lady Gaga, Anitta, BTS, BLACKPINK, Ariana Grande, Billie Eilish e Dua Lipa. De acordo com o Metrópoles, as comunidades envolvidas incluem perfis dedicados a artistas de diferentes géneros musicais, alguns dos quais habitualmente envolvidos em rivalidades nas redes sociais.

A estratégia passa por aproveitar o alcance destas comunidades para divulgar informações eleitorais, incentivar a participação no segundo turno e chegar a pessoas que não votaram na primeira volta ou que ainda não decidiram o seu voto. Os organizadores apresentam a mobilização como uma iniciativa em defesa da democracia e dos direitos constitucionais.

Jovens e cultura pop entram na campanha

A participação dos fandoms evidencia a aproximação entre cultura pop, redes sociais e política. Comunidades habituadas a organizar campanhas digitais para promover músicas, álbuns e concertos estão a utilizar as mesmas ferramentas para participar no debate eleitoral.

Segundo a reportagem do UOL, o ato deste domingo teve também um protagonismo significativo de jovens ligados a movimentos de esquerda, com a presença de representantes políticos e personalidades do meio artístico.

A manifestação ocorre num momento decisivo da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro. A mobilização nas ruas e nas plataformas digitais é uma das estratégias utilizadas pelos apoiantes do atual presidente para reforçar a participação eleitoral antes da votação de 25 de outubro.