A Baía Farta, em Benguela, passou a acolher uma unidade industrial que poderá reduzir uma parte relevante das importações angolanas de produtos químicos. A Calombolo Química, do Grupo Adérito Areias, iniciou operações com um investimento de 24,8 milhões de euros, financiado através de uma linha de crédito do Deutsche Bank operacionalizada pelo Banco de Desenvolvimento de Angola.

A fábrica, implantada numa área de cerca de cinco mil metros quadrados, tem capacidade para produzir anualmente 50.370 toneladas de soda cáustica, hipoclorito de sódio e ácido clorídrico. Estes produtos são utilizados em sectores como tratamento de água e saneamento, petróleo e gás, mineração, indústria alimentar e têxtil, agricultura, construção civil e produção de detergentes.

A unidade criou 45 postos de trabalho diretos e assenta na transformação do sal produzido localmente, reforçando a cadeia de valor nacional. Angola produz mais de 150 mil toneladas de sal marinho por ano e o Governo pretende aproveitar essa base para desenvolver uma indústria química mais integrada.

A aposta na produção interna visa reduzir a saída de divisas e aumentar a disponibilidade de matérias-primas para empresas nacionais. O investimento procura, assim, ligar recursos locais, financiamento externo e transformação industrial em território angolano.