O projeto de uma autoestrada com mais de 1.300 quilómetros entre Benguela e a fronteira da Zâmbia abre uma nova frente na estratégia angolana de integração regional. Os estudos e o projeto, avaliados em 21 milhões de dólares — cerca de 18,8 milhões de euros — deverão definir o traçado através do Huambo, Bié, Moxico e Moxico-Leste e preparar uma parceria público-privada.
A infraestrutura poderá complementar o Caminho de Ferro de Benguela, oferecendo uma alternativa para passageiros e mercadorias ao longo do Corredor do Lobito. Uma ligação moderna terá potencial para aproximar zonas agrícolas e mineiras dos portos, estimular plataformas logísticas e facilitar as trocas com a República Democrática do Congo e a Zâmbia.
O montante anunciado respeita, para já, aos estudos, e não à construção. Terão ainda de ser definidos o custo global, o concessionário, as portagens, as garantias públicas e o financiamento. Esta fase será decisiva para avaliar procura e viabilidade. Estruturada com transparência e disciplina financeira, a autoestrada poderá ampliar o papel de Angola como porta atlântica da África Austral.

















