Uma auditoria do Tribunal de Contas de Cabo Verde à Embaixada do país em Portugal, relativa ao período entre 2018 e 2024, revela alegadas irregularidades financeiras que colocam sob escrutínio o antigo embaixador Eurico Monteiro e seis altos funcionários da representação diplomática.
Segundo o portal cabo-verdiano Santiago Magazine, que teve acesso ao relato da auditoria, datado de 21 de setembro, a gestão da missão diplomática terá deixado encargos financeiros irregulares e passivos sem justificação documental superiores a 2,5 milhões de euros.
Entre as situações identificadas destaca-se o Projeto de Transformação Digital, dirigido por Octávio Garcia Correia, irmão do antigo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, projeto esse que, entre 2021 e 2023, terá sido utilizado 782 mil euros sem cobertura orçamental.
O relatório aponta igualmente discrepâncias contabilísticas de cerca de 229 mil euros e a contratação de um empréstimo bancário sem as autorizações exigidas, cujos juros atingiram 65,8 mil euros, sendo que outro episódio controverso envolve a venda de um imóvel da Embaixada na Avenida Defensores de Chaves, em Lisboa, por 2 milhões e 325 milhões de euros, alegadamente sem avaliação atualizada nem concurso público formal.

















