O rei Carlos III, de 77 anos, elogiou a "parceria duradoura" entre o Reino Unido e Moçambique, esta quinta-feira, dia 25, bem como o papel do país lusófono no seio da Commonwealth, na mensagem enviada por ocasião dos 51 anos da independência moçambicana.
Na carta dirigida ao presidente da república, Daniel Chapo (49), o monarca britânico apresenta “as mais calorosas felicitações” ao chefe de Estado e ao povo moçambicano, sublinhando que a adesão de Moçambique à Commonwealth, há 31 anos, “permanece um momento histórico e distintivo” na trajetória do país enquanto nação independente e orientada para o futuro.
Carlos III refere ainda que, num cenário internacional marcado por instabilidade, “a força coletiva e a unidade” dos países da Commonwealth assumem uma importância “mais vital do que nunca".
Na mesma mensagem, o monarca aborda ainda as cheias que atingiram Moçambique em janeiro, e afirma ter ficado “profundamente entristecido” com os danos provocados e expressando a esperança de que o apoio prestado pelo Reino Unido tenha contribuído para mitigar os efeitos da catástrofe.
O rei elogia também o trabalho de recuperação dos parques nacionais moçambicanos, considerando-o um exemplo de compromisso ambiental e de resiliência perante os efeitos das alterações climáticas.
Recorde-se que foi a 25 de junho de 1975, que se assinalou o fim do domínio colonial português com a proclamação da independência por Samora Machel, primeiro presidente de Moçambique. O país é membro fundador da CPLP e, desde 1995, o primeiro Estado não anglófono a integrar a Commonwealth, organização que reúne 56 países com cooperação política, económica e cultural.

















