A polémica em torno da remoção de amianto nas antigas instalações da Escola Secundária de Cascais conhece um novo capítulo. As análises à qualidade do ar, realizadas pelo Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), revelaram concentrações de fibras respiráveis inferiores ao limite de quantificação do método utilizado nos quatro pontos de amostragem.


Os resultados, comunicados esta quarta-feira aos encarregados de educação pela diretora do Agrupamento de Escolas de Cascais, Inês Muller, levaram o Conselho Pedagógico a decidir o regresso à normalidade letiva a partir de quinta-feira, 22 de Outubro, incluindo a realização de testes e avaliações.
A decisão surge depois de vários dias de contestação à remoção de materiais com amianto dos antigos edifícios escolares, contíguos à nova escola, inaugurada em Setembro num investimento superior a 32 milhões de euros.
Apesar das garantias de segurança prestadas pela Protecção Civil de Cascais, a associação SOS Amianto denunciou alegadas irregularidades nos procedimentos, tendo a Autoridade para as Condições do Trabalho determinado a suspensão temporária da intervenção.


Entretanto, os trabalhos foram retomados após a adoção de medidas adicionais de segurança, sendo que os resultados agora divulgados constituem um elemento tranquilizador para a comunidade escolar, deitando por terra as teses alarmistas que na última semana agitaram a comunidade escolar de Cascais.