Sabalenka, de 28 anos, sai de Roland Garros entre a angústia e a amargura. Número 1 mundial e uma das grandes favoritas ao título, a bielorrussa foi eliminada nos quartos-de- -final pela russa Diana Shnaider, depois de ter vencido o primeiro set e estado em vantagem no segundo.
O resultado - 3-6, 7-5 e 6-0 - expôs uma quebra abrupta, desportiva e emocional, que a própria Sabalenka não tentou disfarçar.
Na conferência de imprensa, a campeã de vários torneios do Grand Slam surgiu devastada. Admitiu sentir-se sem "pensamentos" e sem "emoções" e chegou a dizer que, naquele momento, queria abandonar o ténis. A frase, dita no calor da derrota, traduziu mais do que frustração: revelou a amargura de quem viu escapar uma oportunidade clara de se aproximar do único grande título que ainda lhe falta conquistar.
Sabalenka perdeu os últimos dez jogos do encontro, um colapso raro para uma jogadora da sua dimensão. A russa também lamentou as condições de jogo, marcadas pelo vento, e questionou a decisão de manter o teto aberto.
Mas a leitura mais dura foi dirigida a si própria: Sabalenka reconheceu que voltou a deixar que as emoções interferissem no seu rendimento competitivo.

















