A insolvência da clínica de fertilidade Ovom Care, em Cascais, deixou oito mulheres com tratamentos em curso e levantou dúvidas sobre a continuidade dos cuidados. O tribunal decretou a insolvência em 25 de agosto, sendo a Ava Clinic, em Lisboa, escolhida para receber as pacientes e preservar o material biológico.
Uma das mulheres, de 38 anos, tinha pago três mil euros por um ciclo de fertilização in vitro e já iniciara a medicação hormonal quando soube do encerramento. Para prosseguir na nova clínica, foi-lhe pedido o pagamento de 3500 euros, valor que afirma não conseguir suportar.
A transferência foi definida pelo administrador de insolvência com o aval do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida. A clínica recetora não tem ligação empresarial à unidade encerrada.
A Associação Portuguesa de Fertilidade exige acompanhamento imediato e alerta para os efeitos físicos, emocionais e financeiros da interrupção dos tratamentos. Em alguns casos, o tempo pode comprometer as possibilidades de gravidez.
A Ovom Care reconheceu falhas na resposta às pacientes e explicou que o financiamento previsto não se concretizou como esperado. A empresa sustenta que já não reunia condições para manter a clínica a funcionar em segurança.

















