Sérgio Conceição, de 51 anos, continua à espera do projeto certo para regressar ao banco. Convidado especial da DAZN, no rescaldo de mais uma jornada da Liga dos Campeões, o treinador revelou ter recebido várias propostas, desde que deixou o Al Ittihad, mas explicou que pretende escolher um clube que lhe ofereça estabilidade e condições para lutar por títulos.

"Chegaram muitos convites nestes dois, três meses. Ainda hoje de um clube árabe", revelou Conceição. O técnico acrescentou que, há cerca de uma semana, foi abordado por "um clube [Olympiacos] que trocou de treinador na Grécia" e confirmou ainda contactos provenientes da Turquia, embora sem identificar os emblemas.

Conceição deixou claro que não pretende precipitar o regresso: "O próximo projeto tem de ser algo que eu sinta que é sólido para ficar algum tempo e dar-me a possibilidade de ganhar, porque custa-me muito perder."

O antigo treinador do FC Porto reconheceu também que a experiência no Al Ittihad ficou aquém das expectativas. "Este ano, no Al Ittihad... dava outro programa para contar o contexto na Arábia Saudita. Não correu bem."

Conceição recordou ainda os seis meses no Milan, onde conquistou a Supertaça italiana e chegou à final da Taça. "Uma ou outra Taça, e uma é minha, em seis meses", salientou, antes de defender que os acontecimentos posteriores demonstraram que o treinador não era o único responsável pelos problemas do clube.

"Obviamente que tive a minha dose de culpa e não quero fugir à minha responsabilidade", ressalvou. Conceição terminou com uma mensagem para Ruben Amorim, desejando-lhe "muita sorte" e alertando para a enorme pressão que envolve o Milan: "quero mandar um abraço ao Ruben, que tenha muita sorte neste novo trajeto que não é nada fácil, especialmente pela envolvência do clube. A pressão que existe ali... as pessoas acham que têm de ser campeões da Europa todos os anos e ganhar o campeonato."