Lewis Hamilton, de 41 anos, mostrou-se muito insatisfeito com a forma como a Ferrari geriu as ordens de equipa durante o Grande Prémio dos Países Baixos. O britânico considera que perdeu demasiado tempo atrás do colega, Charles Leclerc (28) e apontou a sua ex-equipa, a Mercedes, como exemplo de uma equipa que toma estas decisões de forma mais rápida e correta.
O momento aconteceu a meio da corrida, na volta 35. Depois de ultrapassar Oscar Piastri e chegar ao quinto lugar, Hamilton aproximou-se de Leclerc, que seguia à sua frente com um ritmo mais lento. A Ferrari, no entanto, não deu indicação imediata para que o monegasco deixasse passar o companheiro.
Perante a situação, Hamilton mostrou a irritação através do rádio: "Ótima forma de perder tempo, malta, parabéns". Leclerc acabaria por entrar nas boxes na volta 43, permitindo ao britânico subir ao quarto lugar.
No final, Hamilton comparou a situação com aquilo que aconteceu na Mercedes, que ordenou a George Russell que cedesse a posição a Kimi Antonelli.
"Quero ganhar. Estou aqui para ganhar e é difícil quando se olha para a frente e se vê os dois pilotos da Mercedes, eles recebem a ordem e executam imediatamente", afirmou à F1 TV. "Deixaram passar o Kimi e deixaram-no seguir com a corrida. Eu estava com uma estratégia diferente. Não é a mesma coisa aqui e isso é um pouco difícil, mas temos de aceitar. Vamos discutir isso fora da pista", acrescentou.
O heptacampeão acredita que o tempo perdido atrás de Leclerc prejudicou as hipóteses de chegar ao pódio. "Acho que o tempo foi perdido quando estava atrás do Charles, o que acabou por significar que tinha uma distância maior a percorrer para tentar alcançar o George no final", explicou.
Apesar das críticas, Hamilton elogiou as melhorias introduzidas pela Ferrari, mas avisou que a equipa ainda precisa de mais potência para conseguir aproximar-se dos principais adversários.

















