Marine e Marc são apontados como os principais suspeitos de terem abandonado os dois meninos, de três e cinco anos, em Alcácer do Sal. A mãe e o padrasto, ambos de nacionalidade francesa, viajaram com as crianças para Portugal após Marine ter sido acusada pelo pai dos menores de "sequestro parental". À medida que a investigação avança, novos detalhes sobre o casal continuam a surgir. Conheça tudo o que já se sabe sobre os suspeitos.
Marine Rousseau, mãe das crianças, tem 41 anos e apresenta‑se nas redes sociais como sexóloga, dedicando-se a ajudar pais a falar de sexualidade com os filhos. Num dos poucos vídeos disponíveis no Facebook, surge a promover formações e aulas sobre o tema – uma delas até estava marcada para o dia 21 de maio.
As suas publicações mais recentes focam-se em processos de emagrecimento, mas o seu trabalho é descrito, noutros textos online, como uma abordagem “humanista” e centrada no bem‑estar emocional. Marine vivia com os meninos e o filho mais velho, de 16 anos, em Colmar, no Alto Reno, na região da Alsácia, perto da fronteira com a Alemanha. Já o ex-marido, pai das três crianças, vivia noutra cidade e tinha um direito de visita limitado e supervisionado, por razões desconhecidas. Marine não tinha registo criminal.
Ao contrário de Marine, o seu companheiro, Marc, tem um passado marcado pela violência. Segundo o Le Parisien, o francês, ex‑polícia, foi condenado em 2010 por violência doméstica contra a mãe da sua filha. Nas redes sociais, mantém uma atividade polémica: na sua página de Facebook, tem partilhado diversas publicações associadas a “teorias da conspiração” e conteúdos com tendências antissemitas, sendo a mais recente divulgada em março deste ano. A relação do casal é considerada recente.
Relembre-se que o casal acabou por ser localizado e detido em Fátima, após uma mulher de 80 anos, antiga emigrante em França, ter alertado as autoridades ao desconfiar da dupla, que permanecia há várias horas numa esplanada. Marine Rousseau e Marc Ballabriga poderão ser acusados de rapto pela Justiça francesa. Em Portugal, enfrentam suspeitas de violência doméstica, exposição e abandono de menores. Para já, continua por definir em que país serão julgados.
















