A Argentina voltou a ser palco de violentos confrontos entre manifestantes e forças de segurança, numa nova vaga de contestação social ao governo do presidente, Javier Milei.
Milhares de pessoas têm saído às ruas para protestar contra a política de financiamento do ensino superior público, num país marcado por fortes tensões sociais e políticas. Em Buenos Aires, por exemplo, uma manifestação em defesa das universidades públicas terminou em graves confrontos com a polícia de choque.
As autoridades recorreram a balas de borracha, canhões de água e gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes. Alguns participantes responderam com o lançamento de pedras e engenhos pirotécnicos.
A contestação, que se estendeu a outras cidades, surge após meses de greves e decisões judiciais favoráveis às universidades. A lei de financiamento, aprovada em 2025, prevê a atualização dos salários, das bolsas e das verbas para o ensino superior. Segundo dados da Universidade de Buenos Aires, os recursos universitários caíram 40,5% em termos reais face a 2023.
Os protestos juntaram estudantes, professores, sindicatos e outros setores afetados pela austeridade. O governo liberal de Milei defende o equilíbrio das contas públicas, mas enfrenta críticas crescentes aos cortes da maioria da povo.

















