Cuba deixou em aberto a possibilidade de recorrer a um mediador externo para facilitar os contactos com os Estados Unidos, segundo uma notícia divulgada pelo Periódico Cubano. A hipótese representa uma mudança face à posição anteriormente atribuída a Havana, que considerava desnecessária a intervenção de terceiros por manter canais diretos com Washington.
A abertura, porém, não significa que tenha sido escolhido um mediador ou anunciado um processo negocial. No início de setembro, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que não havia negociações em curso ou previstas entre os dois países. Mais recentemente, perante a Assembleia Geral da ONU, declarou que Cuba continuava disponível para dialogar com os EUA.
Do lado norte-americano, Donald Trump disse acreditar que será possível alcançar um acordo sem recurso à força militar. Persistem, contudo, divergências profundas sobre as sanções impostas a Cuba e o futuro político da ilha. A eventual entrada de um terceiro país ou de uma organização nas conversações dependeria, desde logo, da aceitação de ambos os governos

















