O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, de ter como “propósito deliberado” impedir Havana de garantir serviços básicos à população, numa reação às novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra três autoridades e nove entidades estatais cubanas. Embargo económico dura há 64 anos.
Numa mensagem publicada na rede social X, Rodríguez afirmou que as medidas impostas por Washington atingem diretamente o abastecimento da ilha. Segundo o chefe da diplomacia cubana, as restrições dificultam “o transporte de contentores com alimentos, medicamentos e equipamento médico”, adquiridos sobretudo por micro, pequenas e médias empresas privadas cubanas.
As novas sanções norte-americanas abrangem entidades ligadas aos setores da mineração, comércio externo e metalurgia, incluindo o Ministério da Construção, além de três responsáveis cubanos. Havana considera que as medidas fazem parte da estratégia da administração de Donald Trump para aumentar a pressão económica e política sobre o regime comunista, liderado por Miguel Díaz-Canel.
A ofensiva de Washington contra Cuba intensificou-se ao longo de 2026. Desde janeiro, recorde-se, os Estados Unidos reforçaram as restrições relacionadas com o fornecimento de petróleo e, em maio, avançaram com uma nova vaga de sanções secundárias que atingiu setores estratégicos da economia.
Marco Rubio já tinha advertido, no início de agosto, que não haveria uma “válvula de escape” para aliviar a pressão sobre Havana, que dura há 64 anos. O governo cubano sustenta que esta política norte-americana está a agravar a crise económica e as dificuldades no acesso da população a alimentos, medicamentos e outros bens essenciais.
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