A deputada federal trans Erika Hilton (PSOL-SP) foi reeleita para a Câmara dos Deputados nas eleições deste domingo, 4 de outubro, e tornou-se a mulher mais votada da história do Brasil para o cargo. Durante a apuração em São Paulo, a parlamentar ultrapassou a marca de 1,5 milhão de votos, superando com ampla vantagem o recorde anterior.

A marca pertencia a Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos em 2018, também pelo estado de São Paulo. Erika já havia ultrapassado esse número antes mesmo do encerramento da apuração, consolidando uma das maiores votações já registadas para a Câmara dos Deputados.

No resultado geral, Erika também aparece entre os deputados federais mais votados da história. Ela ficou atrás apenas de Lucas Pavanato, de São Paulo, e Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, que alcançaram votações superiores a dois milhões de votos.

A vitória representa um salto expressivo em relação à primeira eleição de Erika para a Câmara. Em 2022, ela recebeu 256.903 votos e foi eleita para o primeiro mandato. Quatro anos depois, multiplicou várias vezes a votação e garantiu a permanência no Congresso Nacional.

Erika Hilton tornou-se uma das principais figuras da política brasileira na defesa dos direitos da população LGBTQIA+, das mulheres e dos trabalhadores. Ao longo do primeiro mandato, ganhou projeção nacional também pela atuação em debates sobre direitos sociais e pela defesa do fim da escala de trabalho 6x1.

A trajetória política da deputada começou em São Paulo. Em 2020, foi eleita vereadora da capital paulista e tornou-se a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal. Em 2022, chegou ao Congresso ao lado de Duda Salabert, formando o primeiro grupo de mulheres trans eleitas para a Câmara dos Deputados.

O resultado de 2026 amplia ainda mais a representatividade de Erika Hilton no cenário político nacional. A votação recorde transforma a deputada numa das principais forças eleitorais da esquerda e numa das parlamentares de maior projeção da próxima legislatura.