O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, desmentiu esta segunda-feira, dia 19, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantindo que os Estados Unidos nunca suspenderam a partilha de informações dos serviços secretos com Kiev.

"Não sei onde é que ele vai buscar tudo isto, ou porque é que partilha isto com a imprensa. Deviam perguntar-lhe. Não houve qualquer pausa", afirmou Rubio, durante uma visita a Samarcanda, no Uzbequistão.

As declarações surgem depois de Zelensky ter revelado, numa entrevista à NBC, que Washington interrompeu durante três dias o fornecimento de informações essenciais à defesa ucraniana, precisamente quando a Rússia intensificava os ataques com mísseis balísticos.

"Estamos gratos por isso. Agora está a funcionar", declarou o líder ucraniano, confirmando o alegado desbloqueio. Rubio rejeitou a versão de Kiev e deixou um recado: "Onde ele se deve concentrar (...) é em acabar com a guerra."

A troca de acusações agrava as tensões entre os dois aliados. Donald Trump acusou, no domingo, dia 18, Zelensky de não querer terminar o conflito e justificou a decisão de não avançar com novas sanções contra Moscovo.

O presidente norte-americano defendeu ainda um acordo que permite a importação de petróleo russo pelos EUA, alegando que novas sanções poderiam comprometer as negociações de paz.

Entretanto, Vladimir Putin terá proposto uma cimeira com Trump e Xi Jinping, em novembro, para discutir o fim da guerra, sem a participação da Ucrânia. Rubio não confirmou a iniciativa, porém, reiterando apenas que Trump pretende pôr um ponto final no conflito.