Pelo menos 27 pessoas morreram e outras 42 ficaram feridas na sequência de um ataque russo contra a região de Kiev, na Ucrânia, entre a noite de sexta-feira, dia 28, e a madrugada deste sábado, 29. O balanço de vítimas poderá ainda aumentar.

O ataque atingiu sobretudo o distrito de Bucha. Na localidade de Myla, a cerca de dez quilómetros de Kiev, um drone atingiu um armazém, provocando um grande incêndio e várias explosões. Mais de 380 pessoas tiveram de ser retiradas da zona. Cerca de 50 habitações e uma residência para idosos e pessoas com deficiência sofreram danos.

De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou 267 drones, um míssil antinavio Oniks e um míssil balístico Iskander-M. As forças ucranianas garantem ter abatido ou neutralizado 233 dos drones. Outras regiões do país, entre as quais Odesa, Dnipro, Zaporíjia, Kherson e Kharkiv, também foram alvo de ataques.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou entretanto a abertura de uma investigação para apurar uma possível negligência das próprias autoridades ucranianas. Em causa está a possibilidade de existirem munições armazenadas junto a uma zona residencial, o que poderá ter agravado as consequências do ataque.

"As munições não podem ser armazenadas perto de casas ou de outras zonas residenciais", afirmou Zelensky, acrescentando que os responsáveis pela situação terão de responder pelas decisões tomadas.

A Rússia confirmou o ataque, alegando que o armazém atingido era utilizado para guardar componentes destinados a drones.

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