Uma foca bebé foi vista a passear por uma estrada de Wellington, na Nova Zelândia, e acabou escoltada por algumas pessoas até um local seguro.
A cena, que fez sorrir quem passava, não é rara na capital neozelandesa. As focas-de-pelo-neozelandesas, conhecidas na língua maori como 'kekeno', são visitantes frequentes das zonas costeiras de Wellington. Segundo o Departamento de Conservação do país (DOC), entre julho e setembro há um aumento do número de focas jovens que aparecem no litoral e até mais para o interior. É a altura em que as crias começam a ser desmamadas, enquanto as mães se preparam para novas ninhadas, e é comum os animais explorarem e cansarem-se em sítios improváveis.
Os episódios curiosos sucedem-se. Em 2015, uma foca ficou a dormir e a apanhar sol no meio da Shelly Bay Road, em Wellington. Os técnicos do DOC, com a ajuda da polícia, levaram-na de carrinha até uma reserva marinha na costa sul. Um ano depois, em 2016, uma cria foi "detida" por invasão de propriedade: foi encontrada a dormir debaixo de um carro no parque de estacionamento da unidade marítima da polícia, e acabou batizada de Steve pelos agentes. Em outubro de 2024, uma foca nas linhas de comboio perto de Ngauranga provocou atrasos aos passageiros, e os técnicos do DOC tiveram de lhe dar boleia até à costa sul.
O departamento nota que, nos últimos anos, apareceram focas em lugares tão improváveis como lojas de peixe frito, lojas de ferragens e campos de golfe.
Apesar da simpatia que despertam, os especialistas pedem cautela. O DOC recomenda uma abordagem "sem mexer": as focas são animais selvagens, resistentes e capazes de se defender, e, com tempo e espaço, costumam encontrar sozinhas o caminho de casa. Podem morder com gravidade, mesmo quando debilitadas, e transmitir doenças. Quem encontrar um animal em perigo, ou que represente perigo, deve contactar o departamento em vez de tentar movê-lo sozinho.
















