Dois funcionários do FC Porto, um preparador físico e um roupeiro, vão ser julgados no Tribunal de Guimarães, esta quinta-feira, dia 1, juntamente com outros 31 arguidos, por alegados crimes relacionados com confrontos ocorridos antes de um jogo entre o V. Guimarães e os dragões, disputado a 18 de janeiro.

O processo envolve um grupo que as autoridades associam ao fenómeno dos casuals, adeptos ligados a episódios de violência no futebol.

Segundo o Jornal de Notícias, os 33 arguidos vão responder, entre outros ilícitos, por participação em rixa no âmbito de espetáculo desportivo, dano e arremesso de objetos. A acusação sustenta que o grupo esteve envolvido em confrontos com adeptos do Vitória, tendo ainda provocado estragos na esplanada de um café durante os desacatos.

O episódio ocorreu num contexto de elevada tensão entre grupos de adeptos das duas equipas. De acordo com a investigação, os confrontos terão envolvido agressões e lançamento de objetos, deixando um rasto de destruição no estabelecimento atingido.

Caberá agora ao tribunal apurar a responsabilidade individual de cada um dos arguidos pelos factos descritos na acusação.

O processo não deve ser confundido com a 'Operação Pretoriano', relativa aos incidentes na Assembleia Geral do FC Porto de novembro de 2023, que também envolveu funcionários do clube e elementos ligados aos Super Dragões.

Créditos: Instagram @superdragoes1986