Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, conquistou o primeiro lugar do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026) pelo terceiro ano consecutivo. O município lidera o ranking que avalia a qualidade de vida em todos os 5.570 municípios do país.

Os dados oficiais, divulgados nesta quarta-feira, revelam um forte domínio das regiões Sudeste e Sul no topo da tabela, ao mesmo tempo que expõem os profundos desafios estruturais que persistem no Norte e no Nordeste. O relatório analisa 57 indicadores essenciais, divididos entre necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.

A média nacional do IPS fixou-se em 63,40 pontos (numa escala de 0 a 100). O resultado mostra uma evolução gradual em comparação com os anos anteriores, após o índice ter registado 63,05 em 2025 e 62,85 em 2024.

Os líderes do ranking e o destaque das capitais

A liderança isolada de Gavião Peixoto (SP) é impulsionada pela eficiência dos serviços públicos, pela força do polo aeroespacial e pelos bons resultados na saúde. Logo atrás surge Jundiaí (SP). No universo das grandes metrópoles, Curitiba consolidou-se como a capital com a melhor pontuação de todo o país.

1.º Gavião Peixoto (SP) | 73,10 |
2.º Jundiaí (SP) | 71,80 |
3.º Osvaldo Cruz (SP) | 71,76 |
4.º Pompéia (SP) | 71,76 |
5.º Curitiba (PR) — 1.ª entre as capitais | 71,29 |
6.º Nova Lima (MG) | 71,22 |
7.º Gabriel Monteiro (SP) | 71,16 |
8.º Cornélio Procópio (PR) | 71,16 |
9.º Luzerna (SC) | 71,10 |
10.º Itupeva (SP) | 71,08 |

No topo do ranking das capitais, a seguir a Curitiba (71,29), aparecem Brasília (70,73), São Paulo (70,70), Campo Grande e Belo Horizonte. Na outra ponta do espectro, Macapá e Porto Velho registaram os desempenhos mais baixos entre as sedes estaduais.

O IPS Brasil 2026 torna evidente o contraste social entre as diferentes regiões do território brasileiro. Das 20 cidades mais bem classificadas, 18 pertencem ao Sul e ao Sudeste — sendo que o estado de São Paulo concentra sozinho 12 desses municípios.

Em contrapartida, a realidade é oposta no Norte e no Nordeste, que concentram 19 das 20 cidades com pior desempenho social. O município de Uiramutã, em Roraima, obteve a nota mais baixa do país, com apenas 42,44 pontos. Trata-se de uma diferença superior a 30 pontos face ao líder nacional. O panorama mais crítico pertence ao estado do Pará, que abriga 12 das 20 piores posições da lista nacional.

Na divisão por unidades federativas, o Distrito Federal mantém-se na liderança isolada com 70,73 pontos. É a única unidade acima da barreira dos 70 pontos. São Paulo (67,96) e Santa Catarina (65,58) completam o pódio dos estados, enquanto o Pará encerra a classificação geral com uma média de 55,80 pontos.

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