César Mourão, de 48 anos, recebeu o apoio de vários humoristas portugueses em plena polémica em torno do MEO Commedia a La Carte Fest. As sucessivas desistências de artistas, na sequência da presença de Jerry Seinfeld no evento, têm provocado reações e há quem considere difícil compreender os cancelamentos.
A polémica surgiu devido às posições públicas de Seinfeld de apoio a Israel. O humorista norte-americano é o principal nome do festival e tem espetáculo marcado para 1 de novembro, na MEO Arena, em Lisboa. A sua presença levou vários artistas portugueses a afastarem-se do evento.
Entre as desistências estão Cebola Mol, dupla formada por Eduardo Madeira e Filipe Homem Fonseca, Inês Aires Pereira, Pedro Tochas e Vhils. Também foram canceladas as atuações do Conjunto Cuca Monga e do espetáculo ‘Tributo Pop’, que juntaria Carolina Deslandes, Bárbara Tinoco e Tatanka.
Apesar da contestação, outros nomes ligados ao humor têm demonstrado solidariedade para com César Mourão, um dos responsáveis pelo festival, e estranhado a vaga de cancelamentos.
No podcast ‘Isso Não se Diz’, Bruno Nogueira apontou as redes sociais como um dos principais fatores por detrás das desistências no festival. O humorista considera que “tudo ficou a dever-se à pressão das redes sociais”, depois de “várias páginas terem começado a agir ativamente”. Sobre César Mourão, responsável pelo evento, defendeu que “foi apanhado no meio do furacão” e mostrou-se crítico em relação às saídas: “Acho desleal para com um festival”.
José Diogo Quintela partilhou uma leitura semelhante da polémica. “A pressão das redes sociais fez-se sentir”, afirmou, mostrando preocupação com o ambiente criado em torno do caso. “Há aqui uma postura intransigente e radical que a mim deixa-me um bocadinho preocupado”, acrescentou.
O espetáculo de Jerry Seinfeld mantém-se, para já, confirmado.
















