O Como 1907 tornou-se o primeiro clube de futebol a proibir cabeceamentos nos escalões de formação, implementando um conjunto de regras progressivas para reduzir os impactos na cabeça dos jovens jogadores. A medida, anunciada pelo emblema italiano, pretende proteger o desenvolvimento cerebral das crianças, promovendo simultaneamente um crescimento técnico, físico e motor mais seguro.
A iniciativa conta com o forte apoio de Raphaël Varane, de 33 anos, antigo internacional francês e atual dirigente do futebol de formação do Como, que tem alertado para os riscos das concussões sofridas ao longo da carreira. O ex-defesa do Real Madrid defende que a proteção dos atletas mais jovens deve ser uma prioridade, considerando essencial criar uma cultura em que o bem-estar esteja acima de tudo.
Segundo Varane, a aprendizagem do cabeceamento deve ser introduzida de forma gradual, controlada e apenas quando o desenvolvimento dos jogadores o justificar.
O plano estabelece regras específicas para cada escalão. Nos sub-10, o cabeceamento é totalmente proibido em treinos e jogos, sendo os lançamentos laterais e os cantos executados com a bola no chão. Nos sub-11, a técnica apenas poderá ser introduzida na fase final da época, recorrendo a bolas leves de borracha. Já nos sub-12, o treino do gesto técnico fica limitado a uma sessão por mês, com um máximo de cinco cabeceamentos, enquanto os jogos seguem os regulamentos da Federação Italiana. Nos sub-13, o cabeceamento continua a ser restringido nos treinos e permanece proibido nas partidas oficiais.
Além destas medidas, o Como 1907 determinou que todos os treinadores reduzam a exposição repetitiva e desnecessária ao cabeceamento e evitem a utilização de bolas com pressão excessiva.

















