Por muito tempo, Renato Sanches foi uma das maiores promessas da nova geração do futebol português. A explosão aconteceu na época 2015/16, quando Rui Vitória apostou num jovem de apenas 18 anos para o meio-campo do Benfica.

A resposta foi imediata. Com uma intensidade fora do normal, capacidade física impressionante e personalidade para assumir o jogo, Renato tornou-se rapidamente numa das figuras da equipa. Foi decisivo na conquista do campeonato nacional e despertou o interesse dos tubarões europeus.

No verão de 2016, transferiu-se para o Bayern de Munique, por 45 milhões de euros. Pouco depois, viveu o ponto mais alto da carreira. Ajudou Portugal a conquistar o Euro 2016 e foi considerado o Melhor Jovem Jogador do torneio. No mesmo ano, ganhou ainda o Golden Boy, prémio atribuído ao melhor jogador jovem da Europa.

Tudo fazia prever uma carreira de enorme sucesso. Mas o destino tinha outros planos.

No Bayern, nunca se conseguiu afirmar. Apareceram lesões que o impediram de ganhar consistência. A falta de minutos levou a um empréstimo ao Swansea, onde também não conseguiu recuperar a sua melhor versão.

Mais tarde, no Lille, voltou a mostrar o talento que o tornou uma das maiores promessas do futebol europeu. Teve boas exibições, tornou-se campeão francês e foi contratado pelo Paris Saint-Germain (PSG).

Nos parisienses, no entanto, as lesões voltaram a limitar o seu futebol. Seguiram-se empréstimos sucessivos à Roma, ao Benfica e, mais recentemente, ao Panathinaikos.

Agora, aos 28 anos, Renato Sanches atravessa mais um momento difícil. Sem espaço na equipa principal do PSG, está a treinar com os sub-21 do clube francês, enquanto procura uma solução para tentar relançar a carreira.