O presidente da Câmara de Como, Alessandro Rapinese, de 50 anos, decidiu proibir a circulação de bicicletas no centro histórico da cidade italiana, depois de ter sido atropelado por uma bicicleta elétrica em junho. A medida, que entra em vigor em setembro, abrange cerca de 30 ruas e aplica-se tanto a bicicletas convencionais como elétricas. Os ciclistas terão de desmontar e continuar o percurso a pé nas zonas abrangidas.
Rapinese garante, contudo, que a decisão não resulta apenas da sua experiência pessoal e justifica-a com razões de segurança pública. O autarca foi atropelado quando saía da Câmara Municipal, depois de uma reunião dedicada precisamente à discussão de medidas para limitar a circulação no centro da cidade. “Fui acusado de adotar esta medida porque fui atropelado por uma bicicleta elétrica – certamente, isso é verdade”, afirmou, defendendo que a elevada afluência de turistas a Como exige novas medidas de segurança.
A decisão já provocou contestação entre residentes, políticos e associações locais. Uma petição pede ao autarca que recue, enquanto o Partido Democrático considera que a cidade deve garantir a segurança dos peões sem penalizar quem utiliza meios de transporte sustentáveis.

















