Na sua primeira entrevista como selecionador nacional, Jorge Jesus, de 71 anos, definiu o Mundial 2030 como “o grande foco” do novo ciclo da equipa das quinas, mas deixou claro que não pretende fazer uma revolução imediata.

O técnico amadorense revelou, em declarações ao Canal 11, que a primeira convocatória deverá manter a base da equipa que esteve no Mundial 2026, com apenas “dois ou três jogadores novos”: “Todos os dias, estou aqui. Às 8:00 ou 9:00 já estou aqui. Saio às 17:00. Há muita coisa para fazer.”

Jorge Jesus tem passado assim os primeiros dias na Cidade do Futebol, em Oeiras, a preparar o trabalho para os próximos quatro anos. O novo selecionador acredita que começar o ciclo com quatro jogos oficiais na Liga das Nações será uma vantagem, permitindo ganhar tempo de treino e conhecer melhor os jogadores.

Sobre a gestão do grupo, o selecionador deixou uma das ideias centrais da sua liderança: “As regras têm de ser iguais, mas há jogadores com estatutos diferentes.” Sem mencionar diretamente Cristiano Ronaldo (41), JJ reconheceu que alguns futebolistas têm um peso diferente devido ao passado e à importância que tiveram nas equipas, embora defenda que todos devem respeitar os mesmos princípios dentro da Seleção.

Com a estreia marcada para dia 24 de setembro, frente ao País de Gales, no Estádio José Alvalade, Jorge Jesus garante que a prioridade será construir uma equipa competitiva, com capacidade para lutar por grandes títulos. Para o sucessor de Roberto Martínez, o sucesso passa por uma equipa organizada e forte defensivamente: “Para conquistar títulos, é preciso defender bem."

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