Vasco Vilaça, de 26 anos, sagrou-se campeão do mundo de triatlo, mas não esquece a forma como perdeu a vitória na Superfinal de Pontevedra para Matthew Hauser. O português acusa o australiano de uma atitude antidesportiva no sprint final e considera que foi o “maior anti-fair play” que já presenciou.
Vilaça chegou à última prova do Mundial na liderança do ranking e sabia que um lugar entre os cinco primeiros seria suficiente para garantir o título, mesmo que Hauser vencesse. Depois de ultrapassar dificuldades na natação, o português conseguiu integrar o grupo da frente no ciclismo e manteve-se sempre perto do principal rival durante a corrida.
A decisão acabou por acontecer ao sprint. Vilaça e Hauser cortaram a meta com o mesmo tempo, 1h39m31s, com o australiano a ser declarado vencedor através do fotofinish. Nos metros finais, os dois atletas correram lado a lado, num duelo marcado por contacto físico.
Ainda após a prova, Vilaça já tinha acusado o adversário de “jogo sujo”. “O Matthew Hauser fez um bocadinho de jogo sujo, mandou-se para cima de mim”, afirmou o português, que, apesar do episódio, destacou que o principal objetivo estava cumprido: “No fim, o campeonato estava ganho.”
O triunfo permitiu a Vasco Vilaça tornar-se no primeiro português campeão mundial de triatlo na elite masculina. Portugal terminou ainda a temporada com Ricardo Batista no terceiro lugar do ranking mundial.

















