Maria Rueff, de 54 anos, contestou a atribuição a Ricardo Araújo Pereira do Globo de Ouro que assinala 30 anos de humor, entregue este domingo, dia 27, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Apesar de sublinhar que é fã do humorista e que este "merece, com certeza, todos os prémios", a consagrada atriz considera que o galardão ignorou quem já fazia humor na SIC há três décadas.

A polémica começou ainda em palco, quando o próprio Ricardo Araújo Pereira manifestou surpresa: há 30 anos "só tinha 22 anos" e "não estava a fazer nada". Maria Rueff pegou precisamente nessa observação para recordar o seu percurso. "Há trinta anos, quem fazia humor na SIC eram, para além do Herman e de alguns pares já desaparecidos, eu, a Ana Bola e a Marina Mota", escreveu nas redes sociais.

Rueff lembrou que participava semanalmente, e em direto, no 'Herman SIC', onde criou algumas das suas personagens mais conhecidas, e destacou também 'O Programa da Maria', que lançou nomes como Nuno Lopes, Mina Andala, Manuel Marques e Igor Regalla. Recordou ainda o sucesso de 'VIP Manicure', ao lado de Ana Bola, cujas personagens marcaram durante anos momentos de humor nas próprias galas dos Globos de Ouro.

Para a atriz, a escolha revela uma 'aviltante falta de memória' e poderá também estar relacionada com o facto de as protagonistas dessa época serem mulheres, considerando-a sinal do "regresso, ou melhor, de um infelizmente nunca extinto-machismo!".

Maria Rueff terminou com uma crítica direta à organização, sen referir, no entanto, a SIC e o seu diretor de Programas, Daniel Oliveira: "Não basta, meus senhores, para cumprir cotas, premiar a Joana Marques, não discutindo obviamente o seu mérito. É preciso fazer mais, ser-se justo!"