Giorgia Meloni, de 49 anos, anunciou um reforço das medidas de segurança após os distúrbios e saques em Milão, com incidência nos menores. "Quem parte paga" foi a mensagem da primeira-ministra italiana, que responsabiliza financeiramente os pais pelos danos provocados pelos filhos menores.
Numa intervenção em vídeo, após a aprovação do novo decreto pelo governo, Meloni sublinhou que o mais novo dos jovens identificados em Milão teria apenas 11 anos. "Dói e assusta", afirmou, defendendo que o mal-estar social não pode servir de justificação para a violência.
O pacote prevê um novo crime de participação violenta em manifestações, com penas até cinco anos de prisão e multas até 20 mil euros. A detenção preventiva passa a abranger menores, quando existam elementos que apontem para o perigo de praticarem atos violentos.
A chefe do governo distinguiu o direito à manifestação dos atos de vandalismo e prometeu uma resposta firme do Estado. Para Milão, anunciou ainda o reforço de 500 militares até ao final do ano, em apoio à polícia e aos carabinieri. O objetivo declarado é impedir novas destruições e garantir a responsabilização dos envolvidos.

















