A Meta prepara-se para entrar no mercado da computação em nuvem, numa estratégia que poderá transformar a empresa de Mark Zuckerberg num novo concorrente direto da Amazon, Google e Microsoft no fornecimento de infraestrutura para Inteligência Artificial. A iniciativa, designada Meta Compute, prevê disponibilizar a capacidade dos seus centros de dados a empresas que necessitem de potência computacional para treinar e operar modelos de IA.
A aposta surge numa altura em que a tecnológica norte-americana prevê investir cerca de 182 mil milhões de dólares em infraestrutura de Inteligência Artificial, incluindo a construção de novos data centers, um dos quais terá uma dimensão comparável à ilha de Manhattan. Sem uma procura suficiente pelos seus próprios serviços de IA para absorver toda essa capacidade, a Meta pretende rentabilizar os recursos excedentários através do aluguer de infraestrutura.
O mercado global de computação em nuvem deverá ultrapassar os 500 mil milhões de dólares em receitas durante 2026, tornando este um dos segmentos mais disputados da economia digital. A notícia foi bem recebida pelos investidores, levando as ações da Meta a valorizarem 8,81% no fecho da sessão de quarta-feira, dia 1.

















